Em um país com dimensões continentais, transportar um produto de forma eficaz faz toda a diferença na margem de lucro do produtor. Com o etanol brasileiro não seria diferente: as usinas do biocombustível feito de milho, inclusive, precisam combinar alternativas logísticas, afinal, estão mais concentradas no Centro-Oeste do país, enquanto o mercado consumidor fica localizado, especialmente, em São Paulo.
O transporte de um litro de etanol, considerando saídas no Centro-Oeste e destinos no Sudeste, pode variar de R$ 0,28 por litro a R$ 0,64/L, a depender do modal (ferroviário ou rodoviário) e das distâncias. Os custos apresentados são médios e não valores diretos ou individuais.
Os dados são do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), institucionalmente ligado ao Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq/USP.
A pesquisadora do grupo Esalq-Log, Sarah Barbosa Tosi, coletou os números para o NovaCana a partir da base de dados do Sistema de Informações de Fretes (Sifreca), pertencente ao mesmo grupo de pesquisa.
Para os fretes ferroviários, os custos são estimados, pois não fazem parte da coleta recorrente realizada pelo grupo. Pode ocorrer um desconto de até 15% no valor do transporte feito pelos trilhos em relação ao rodoviário, de acordo com Tosi.
Segundo a consultoria StoneX, os envios do produto feito pelo modal ferroviário estão aumentando nos últimos anos, por meio de três principais corredores logísticos. Leia mais em uma reportagem sobre o tema.
Os números estão disponíveis somente para assinantes do NovaCana.
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