Ainda que a maior parte do excedente de etanol produzido nos estados continue sendo escoado por caminhões, a ferrovia vem ampliando sua participação de forma “consistente”, aponta a StoneX.
“O crescimento do etanol movimentado entre 2019 e 2024 foi de 4,7% (1,6 bilhão de litros); o modal rodoviário, no mesmo período, teve uma queda de 8% no volume transportado, enquanto o ferroviário cresceu em 58%, mostrando o ganho de relevância da modalidade”, detalham os analistas de inteligência de mercado Letícia Corrêa e Marcelo Bonifácio.
A consultoria cita três corredores logísticos. O principal deles liga Rondonópolis (MT) e Chapadão do Sul (MS) a Paulínia (SP), formando “o principal fluxo de distribuição ferroviária de etanol no país, sustentando o escoamento crescente do etanol de milho produzido no Centro-Oeste”.
Já a segunda rota destacada seria de Sarandi (PR) e Londrina (PR), no norte do estado, a Araucária (PR) e Paranaguá (PR), “ampliando a capacidade de abastecimento e de conexão com o litoral Sul”.
Por fim, o terceiro corredor logístico identificado pelos pesquisadores liga o interior de Tocantins e do Piauí ao porto de Itaqui, em São Luís (MA), reforçando uma “alternativa estratégica” para o abastecimento do Nordeste.
“Essas três frentes mostram que, embora a rodovia ainda seja predominante, a ferrovia já deixou de ser uma solução pontual e vem se consolidando como uma alternativa cada vez mais relevante para o transporte de etanol, sobretudo onde existem os maiores mercados consumidores, associado à crescente produção de etanol de milho”, completa a StoneX.
Conforme estimativas feitas pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq-Log, 84,2% do etanol que saiu do Centro-Oeste brasileiro em direção ao Sudeste foi movimentado pelo modal rodoviário. As ferrovias, por sua vez, foram usadas em 7,6% dos casos e a dutovia, em 8,2%.
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