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Trump diz que Estados Unidos pretendem assumir controle do petróleo e gás do Irã

“Tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela”, disse o presidente dos EUA em rede social


G1 - Publicado: 12 Jun 2026 - 07:48

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quinta-feira, 11, que faria um novo ataque contra o Irã e que pretende assumir o controle de todo petróleo e gás do país. Em post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro.

“Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite”, escreveu.

Ele ainda completou: “Em algum momento, em um futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América”.

Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez.

Pouco depois da publicação da postagem, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua “preferência seria tomar a Ilha de Kharg”.

“Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos”, criticou o presidente norte-americano. Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas.

Pouco tempo depois, o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã respondeu às ameaças e afirmou que Teerã pretende retaliar: “Ele receberá uma resposta mais forte e dolorosa”.

Naquele momento, a promessa representava a terceira noite seguida de ataques norte-americanos ao território iraniano apesar do cessar-fogo vigente entre os dois países.

Mais cedo, o Irã anunciou que, devido à ofensiva norte-americana, o Estreito de Ormuz está completamente fechado “até novo aviso”.

Em comunicado na manhã de quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou os ataques, afirmando que eles tornaram o cessar-fogo de quase dois meses “praticamente sem sentido”.

“Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante, mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério.

A nota diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”.

Ao anunciar os bombardeios referentes à noite de quarta-feira, 10, o comando central dos EUA disse que eles tinham como alvo as capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas

“Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. As forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para agir”, afirmou.

À rede de TV Fox News, Trump disse ter conversado com autoridades iranianas, que supostamente “teriam pedido para que os bombardeios parassem”. Ele disse que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país.

Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido.

Washington justificou a primeira onda de ataques, que ocorreram na terça-feira, 9, como uma retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam “fortes e claros” e avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio, ajudando Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã rebateu dizendo que o país não negocia sob ameaças.