Os futuros de açúcar negociados na ICE atingiram máximas de quase dois meses nesta quarta-feira, 8, acompanhando a trajetória do petróleo. Além disso, o mercado está preocupado com um fenômeno climático El Niño forte ou potencialmente muito forte.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro encerrou a sessão praticamente inalterado em 15,11 centavos de dólar por libra-peso, após ter atingido um pico de 15,39 centavos de dólar por libra-peso.
O analista de açúcar Michael McDougall disse que vê o mercado tendendo a subir no curto prazo, dado o risco de preços do petróleo ainda mais altos.

Preços mais altos de energia são favoráveis ao açúcar, pois impulsionam a demanda por biocombustíveis à base de cana, reduzindo a produção de açúcar.
No Brasil, uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que poderia aprovar um aumento na taxa de mistura de etanol, foi novamente adiada, sem que uma nova data tenha sido definida.
Embora o impacto adverso do El Niño no Brasil e na Índia tenha dado uma pausa nos últimos dias, os riscos para as safras associados ao fenômeno climático ainda não terminaram, afirmou McDougall.
O mercado global de açúcar apresentará um déficit modesto de 600 mil toneladas na safra 2026/27, informou a corretora e empresa de serviços de cadeia de suprimentos Czarnikow.
Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 1%, para US$ 480,60 por tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira