A usina do grupo Virgolino de Oliveira (GVO) em Itapira (SP) pode mudar de mãos em breve. A unidade será leiloada na próxima sexta-feira, 29.
Esta, entretanto, não é a primeira tentativa de vender a unidade. Em junho, o administrador judicial das empresas do grupo, Carlos Eduardo Pretti Ramalho, deu início à primeira etapa do certame. Contudo, após não receber propostas nos termos do edital, o leilão foi remarcado para 30 de julho – e, novamente, não foram registradas ofertas.
A venda da usina está prevista no novo plano de recuperação judicial do GVO, apresentado em junho. O documento prevê leilões de usinas e terras, além de um financiamento junto ao BTG Pactual na modalidade DIP Financing (debtor in possession).
Em 14 de julho, o juiz Otávio Augusto Vaz Lyra, do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo, homologou o novo plano. Porém, ele aplicou uma condição resolutiva, ou seja, que pode ser retirada caso seja verificada alguma ilegalidade.
Apesar de ter sido aprovado pela grande maioria dos credores do grupo, alguns enviaram ressalvas quanto ao plano. Então, na validação do documento, o juiz considerou alguns destes pontos.
De acordo com a ata disponibilizada pela R4C Administração Judicial, a proposta foi aceita por 87,7% dos credores presentes, que representam 65,5% das dívidas totais da companhia. Entre os agentes que demonstraram insatisfação e questionaram o novo plano, estavam os bancos Safras e Bradesco e alguns trabalhadores.
O GVO, que já foi um dos grandes grupos do setor sucroenergético, acumula uma série de prejuízos, que levaram à solicitação de recuperação judicial, em tramitação desde 2021.
Confira no texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, mais detalhes a respeito das ressalvas do magistrado com relação ao novo plano de recuperação judicial do GVO.
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