Enquanto o setor de cana encara desafios como o baixo preço do açúcar no mercado internacional e a elevação dos custos, o etanol a partir do milho vive uma expansão. Entretanto, o crescimento não é livre de obstáculos.
De acordo com o gerente de crédito para o agronegócio do Itaú BBA, Guilherme Novaes Theodoro, o banco mapeou 34 projetos previstos para entrar em operação entre 2026 e 2030. Essas novas plantas devem demandar em torno de R$ 44 milhões em investimentos, incluindo capital de giro.
Os valores foram apresentados durante o evento Cana Summit, realizado em Ribeirão Preto (SP) pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana).
“Não só os bancos, mas o mercado de capitais, os fornecedores, os traders e as instituições de fomento vão ter que participar desse negócio para conseguir financiar toda essa estrutura de etanol de milho”, afirma, citando que a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem sido “bastante significativa”.
Entre os estados, o destaque vai para Mato Grosso, que também é um grande produtor do grão. De acordo com os números apresentados, quatro plantas iniciaram as operações em 2025 e três estão previstas para 2026. Além disso, outras oito unidades devem começar a operar até 2030.
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