A perspectiva do Itaú BBA para a safra de cana-de-açúcar 2026/27 é de melhora, pois é esperado um aumento na disponibilidade de matéria-prima. “A taxa de renovação do canavial continua, na nossa visão, positiva. Os produtores e as usinas têm continuado a fazer a renovação adequada para que a produtividade se mantenha pelo menos estável, em torno de 15% a 16% ao ano”, afirma o gerente de crédito para o agronegócio Guilherme Novaes Theodoro.
A declaração aconteceu durante o evento Cana Summit, realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) em Ribeirão Preto (SP).
De acordo com o gerente, os clientes do Itaú BBA representam em torno de 65% da moagem de cana-de-açúcar do Centro-Sul, somando em torno de cem grupos. Observando os números dessas companhias, ele destaca que a produtividade no campo está relativamente estabilizada e que a utilização da indústria teve uma ligeira queda em 2025/26.
Theodoro ainda destaca que, historicamente, os produtores independentes – responsáveis por 35% da oferta, conforme números do banco – tendem a atingir um rendimento agrícola superior ao das usinas, mas essa distância está diminuindo. “As usinas melhoraram um pouco e os produtores ficaram travados na produtividade, não evoluíram”, observa.
Além disso, ele acredita que a carteira de clientes do Itaú BBA deve direcionar 53% do açúcar total recuperável (ATR) para a produção do adoçante. Este número, segundo o gerente, deve ser superior ao observado na média geral do setor, uma vez que as companhias analisadas têm um perfil mais açucareiro.
“Quem deve ditar o mercado [global de açúcar] é o Brasil”, afirma, acrescentando que a perspectiva é que ocorra uma redução na oferta total vinda do país, o que deve resultar em uma melhora para os preços.
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