
Mario Stenico, da Inpasa, durante palestra no Teco
Ao enxergar uma capacidade adicional de 4,2 bilhões de litros até 2027, a companhia do setor de etanol de grãos Inpasa defende a necessidade “direcionar a demanda” do biocombustível.
A visão foi exposta nesta terça-feira, 30, durante o primeiro painel da 11ª edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de grãos.
Segundo o diretor de trading e pesquisa da Inpasa, Mario Stenico, “é preciso colocar a oferta de etanol de milho em outros estados”. Ele compara: “Têm estados do Norte-Nordeste com menos de 10% de participação de hidratado; Mato Grosso, por outro lado, tem 53%”.
Stenico diz que é preciso “educar o consumidor” e, também, garantir uma relação adequada de preços ante a gasolina. Ele ainda defende que haja abastecimento em todas as regiões e que o país promova o etanol internacional como uma “ferramenta essencial” da descarbonização nos transportes.
Ele também destaca o potencial vindo de veículos leves e pesados, com abastecimento de etanol de baixo carbono, carros híbridos, além do combustível de aviação sustentável (SAF) e etanol para transporte marítimo.
Entretanto, o diretor da Inpasa cita que a demanda ainda é “incerta”, pois depende de regulações e políticas climáticas, mudanças de hábitos de consumo, riscos regulatórios e concorrência tecnológica. “O risco hoje está mais alto e os investimentos precisam de mais cautela” aponta.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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