O etanol de milho tem ganhado cada vez mais espaço no mercado. Nos últimos três anos, a Inpasa, que produz o biocombustível a partir do grão, foi a maior fornecedora do renovável. Em 2024, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a companhia negociou 2,99 bilhões de litros de etanol com as distribuidoras de combustíveis.
A FS, que também utiliza o milho como matéria-prima, ficou em terceiro lugar no ranqueamento do ano passado, tendo fornecido 1,36 bilhão de litros. O volume representa um acréscimo anual de 142,1%.
Para a safra 2025/26, a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) prevê que sejam fabricados 9,9 bilhões de litros, o que representaria uma alta de 20% em relação ao ciclo anterior. A entidade reforça que o biocombustível produzido a partir do grão já corresponde a mais de 22% da produção total do biocombustível no Brasil e que a participação “deve continuar crescendo”.
A perspectiva de alta na fabricação do etanol de milho é sustentada pelos novos projetos anunciados no setor. Em agosto deste ano, o Itaú BBA destacou que os investimentos já alcançam setembro do ano passado, considerando apenas a despesa de capital (capex).
Por sua vez, a Datagro espera que sejam produzidos 10,2 bilhões de litros de etanol de milho ao final da temporada 2025/26, superando a expectativa da Unem. Para o ciclo seguinte, a consultoria estima um aumento deste total entre 3 e 3,5 bilhões de litros, considerando as usinas que entrarão em operação até o final de 2026.
Segundo o acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualizado em 24 de outubro, há 22 empreendimentos em andamento, sendo cinco ampliações de usinas já em funcionamento e 17 plantas em construção.
Entre as novas unidades, três já estão concluídas e aguardam a finalização do processo de autorização; duas devem ficar prontas até dezembro deste ano; nove estão previstas para 2026; e duas devem terminar as obras em 2027. Além disso, a agência aguarda a atualização do cronograma de uma unidade.
Observando as matérias-primas, o milho ainda segue como a principal escolha. Ainda assim, conforme a relação, uma usina poderá moer cereais diversos; outra optou por milho e sorgo; e uma será dedicada ao trigo.
Juntas, as usinas poderão acrescentar, diariamente, uma capacidade produtiva de 13,37 milhões de litros de hidratado e 12,22 milhões de litros de anidro, totalizando 25,59 milhões de litros.
Já as ampliações são de três unidades flex, que utilizam tanto a cana-de-açúcar quanto o milho para fabricar etanol, e duas full, cuja matéria-prima é apenas o grão. Esses projetos poderão acrescentar, por dia, 5,4 milhões de litros de hidratado e 2,9 milhões de litros de anidro à produção atual.
Confira no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana) detalhes de cada uma das usinas em construção ou ampliação, além de gráficos com as capacidades produtivas e os cronogramas de obras.
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