A mecanização da colheita de cana-de-açúcar abrangeu 92,4% da área plantada na temporada 2023/24, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e deve seguir no mesmo patamar no ciclo vigente. Por outro lado, o mesmo não ocorre com o plantio, segundo dados do Instituto Agronômico (IAC).
Em 2017, início da série histórica da pesquisa realizada pelo instituto, 73,2% das empresas consultadas faziam plantio manual e mecanizado, 19,7% somente mecanizado e 7% apenas manual. Em 2021, a fatia de companhias que aliava os dois métodos caiu para 53,9%.
O gerente de marketing da DMB Máquinas e Implementos Agrícolas, Auro Pardinho, comentou estes números durante evento realizado pela Datagro: “Devido a um crescimento desenfreado e sem os cuidados necessários, houve alguns resultados insatisfatórios e a participação do plantio mecanizado foi diminuindo, chegando a quase empatar com o manual em 2021”.
A partir daí, em função da “dedicação maior a um aprendizado dos que acreditaram no plantio direto, da falta de mão de obra e, principalmente, da atuação dos órgãos fiscalizadores”, segundo apontou Pardinho, o método voltou a crescer. Conforme o IAC, em dados parciais de 2024, 47,4% das empresas aliavam utilizavam tanto plantio manual quanto mecânico e 31,1%, apenas mecânico.
Em 2018, a área com plantio mecanizado era de 71,3%, caindo para 54,6% em 2021 e voltando a subir para 67,2% em valores parciais de 2024. Os dados também são do IAC.
A reportagem completa apresenta a visão e as estratégias aplicadas pela Alta Mogiana e pela São Manoel no plantio.
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