Açúcar: Exportação

Açúcar: Exportação

Cota brasileira para exportação de açúcar à UE terá impacto pequeno, diz conselheiro do bloco

Para Damian Lluna, acordo entre Mercosul e União Europeia foi “relativamente tímido” em relação à commodity


NovaCana - Publicado: 24 Mar 2026 - 09:51

Assinado em janeiro deste ano e promulgado pelo Congresso brasileiro em 17 de março, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor em 1º maio, conforme anúncio da Comissão Europeia realizado nesta segunda-feira, 23.

O texto estabelece, entre uma série de medidas, uma cota de 180 mil toneladas de açúcar livres de impostos para o Brasil. Para o conselheiro de assuntos comerciais da delegação da União Europeia no Brasil, Damian Lluna, este limite é “relativamente tímido”.

Durante evento em Ribeirão Preto (SP), ele explicou que o acordo prevê uma redução gradual do volume específico para o país, “que já é baixo”. Para efeitos de comparação Lluna cita que 180 mil toneladas representa o equivalente a 1,1% da produção europeia do açúcar, de 16,5 milhões de toneladas.

“Então, pode ter certo efeito sobre o preço do açúcar na União Europeia, mas a Comissão Europeia estima que o impacto econômico vai ser relativamente pequeno”, relata.

Em relação ao etanol, ele detalha que haverá uma cota livre de tarifas de 450 mil toneladas (562,5 milhões de litros) para uso industrial e 200 mil toneladas (250 mi L) para outros usos, incluindo combustíveis. Entretanto, é justamente nesta fatia menor que está o maior potencial de demanda do bloco.

“Estamos falando de 6 milhões de toneladas [de etanol] consumidas na Europa, sendo 4 milhões de toneladas para combustível”, afirma e segue: “Com 200 mil toneladas, não me parece que esse seja também um volume muito expressivo nesse momento”.

Além disso, ele observa que – assim como irá acontecer com o açúcar – as cotas de etanol também serão reduzidas progressivamente durante um período de cinco anos.

Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana):

- Salvaguardas e o gatilho de 5%
- Perspectivas para quando o acordo entrar em vigor
- Outros benefícios do tratado para o setor brasileiro


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