O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou duas operações de crédito para o grupo Cerradinho, totalizando R$ 150 milhões. A companhia investirá os recursos para modernizar e ampliar a produção de biocombustíveis nas unidades em Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS).
A primeira operação, de R$ 50 milhões da linha Mais Inovação, vai se destinar à Neomille, subsidiária de etanol de milho e coprodutos. Os recursos servirão para a compra de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos.
A segunda operação, de R$ 100 milhões, tem como objetivo a compra de bens de capital, como equipamentos industriais e agrícolas. Neomille e CerradinhoBio vão utilizar os recursos, do programa BNDES Mais Inovação.
“São investimentos em tecnologia nacional que buscam eficiência energética e redução das emissões de carbono”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.
Em outubro de 2025, o banco já tinha aprovado um financiamento de R$ 300 milhões, que a companhia vai usar para aumentar a capacidade da usina em 30%, para 1,2 milhão de toneladas de milho processadas por ano. Com isso, a produção por safra passará a ser de até 527 milhões de litros de etanol, 265 mil toneladas de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS) e de até 21 mil toneladas de óleo de milho.
O financiamento contou com R$ 240 milhões do Fundo Clima e R$ 60 milhões da linha BNDES Finem Incentivada. No mesmo período, a companhia concluiu uma captação de R$ 500 milhões via emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), para compra de matéria-prima.
Segundo o CEO da CerradinhoBio, Renato Pretti, o BNDES tem tido presença significativa nos ciclos de crescimento da companhia.
“Nossos avanços no projeto de aumento da moagem tiveram uma importante conclusão no começo de julho, elevando a capacidade da unidade para 1,2 milhão de toneladas por ano. Agora, o BNDES será parceiro no financiamento de equipamentos inovadores, que serão adquiridos para as três unidades da empresa”, comentou Pretti.
A CerradinhoBio é a terceira maior produtora de etanol de milho do país, ficando atrás apenas de Inpasa e FS. Na safra 2025/26, o lucro líquido da empresa cresceu 90%, para R$ 372,7 milhões; o negócio de milho respondeu por 70% do resultado no período. A receita líquida, por sua vez, cresceu 16%, para R$ 4,3 bilhões.
Cibelle Bouças