O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo Bertoni, afirmou que o agronegócio não quer apenas participar da transição energética, mas ser protagonista.
“A transição energética mundial não será feita sem o agro, e dificilmente será feita sem o Brasil”, disse Bertoni, durante o 4º Agroenergia, evento realizado pela CNA na sede da confederação.
“Precisamos colocar na mesma mesa o produtor, a pesquisa, a indústria e o governo. O agro brasileiro não quer apenas participar da transição energética, quer ser protagonista”, afirmou.
Para Bertoni, a transição energética precisa ser construída baseada em oportunidades e geração de renda ao produtor.
“Não podemos criar uma transição energética baseada apenas em obrigações. O produtor precisa participar também dos resultados econômicos dessa nova economia de baixo carbono”, defendeu Bertoni.
Ele acrescentou que o Brasil não deve ser apenas fornecedor de matéria-prima, devendo agregar valor e produzir combustível localmente.
Bertoni apontou ainda que a aviação e a navegação internacionais estão entre os setores que mais precisam avançar na agenda de descarbonização.
“Em conjunto, suas emissões de gases de efeito estufa são tão expressivas que, se fossem atribuídas a um único país, seria o quinto maior emissor do mundo de gases de efeito estufa. É uma nova fronteira que se abre com o agronegócio brasileiro podendo ser grande fornecedor de energia de carbono renovável para o mundo”, avaliou o vice-presidente da CNA.
Ele defendeu ainda a necessidade de segurança jurídica, regras claras e certificação adequada para atração de investimentos.
Isadora Duarte