Após anos de pesquisa em parceria com a Embrapa, BASF aposta em uma tecnologia que vai além do combate a pragas e doenças ao unir o uso de defensivos químicos e biológicos nos canaviais, favorecendo o desenvolvimento das plantas e dando proteção fitossanitária

BASF 13 dez 2018 - 09:12 CONTEÚDO PATROCINADO

Blindar a plantação de cana-de-açúcar contra as pragas e doenças típicas da cultura – como a chamada ‘podridão abacaxi’ ou cupins, por exemplo – é o primeiro passo para garantir um bom rendimento do canavial. Para isso, é preciso construir um bom alicerce, ou seja, oferecer todas as condições para o desenvolvimento de uma planta com bom potencial produtivo.

Embora o uso de produtos químicos inovadores possa trazer ganhos expressivos de produtividade, a sua utilização em conjunto com opções biológicas pode alavancar ainda mais a produtividade. Isso se tornou possível porque investimentos em pesquisa científica no segmento de soluções biológicas aumentaram nos últimos anos, atendendo uma nova demanda do mercado e exigências de sustentabilidade.

De acordo com o gerente técnico da BASF, André Luiz Mattiello, o avanço nas tecnologias de desenvolvimento de soluções biológicas viabiliza a utilização em larga escala e em conjunto com produtos químicos. Ele explica que ambas as alternativas podem ser utilizadas em conjunto para obter uma planta saudável e com bom ritmo de crescimento e produtividade.

“Existiu no mercado, durante muitos anos, um paradigma de que o manejo biológico é antagônico ao manejo químico, mas a BASF está mostrando que a utilização de um combinado com o outro tem sinergia”, afirma Mattiello, que detalha: “Quando se usa um produto biológico que não apenas complementa o químico mas se beneficia dele, você tem uma solução ambientalmente mais favorável. O recado final seria de sustentabilidade no sistema plantio da cana e, principalmente, de mais longevidade do canavial”.

Pesquisa e inovação

Segundo o especialista em desenvolvimento técnico de produtos da BASF, Daniel Medeiros, o caminho a se seguir é similar ao que foi traçado pelos produtores de soja no Brasil. “Um dos grandes saltos de produtividade que a cultura da soja teve foi quando foi descoberto o agente biológico de fixação de nitrogênio; hoje, ninguém mais planta sem fazer a inoculação”, recorda. Ele explica que foi exatamente isso o que a BASF buscou realizar ao longo de mais de uma década de pesquisas junto à Embrapa.

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De acordo com ele, a parceria entre as instituições criou uma alternativa biológica que alcançou resultados impressionantes, pois, além de complementar o defensivo químico, também otimiza o manejo no combate a vários inimigos da plantação – e o segredo estava em uma bactéria descoberta no Brasil. Graças a isso, a BASF lançou uma solução chamada Muneo BioKit, que procura aliar o combate de pragas à promoção de um crescimento saudável e natural do canavial, unindo tratamentos biológicos e químicos.

Recomendado para aplicação durante o plantio da cana, segundo Mattiello, o Muneo BioKit é uma proposta totalmente nova no mercado; e não apenas na cana, mas de maneira geral. “É uma solução que combate tanto pragas como doenças e também atua com alguns aspectos sobre fisiologia vegetal e fixação biológica de nitrogênio, que vai acontecer de maneira microbiológica através de uma associação entre o sistema radicular das plantas e as bactérias diazotróficas, fixadoras de hidrogênio”.

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Os resultados observados durante as fases de teste do produto surpreenderam o gerente técnico: “Maior velocidade de brotação, vigor no enraizamento, aumento na defesa da planta e aproveitamento do nitrogênio, tanto pelos benefícios gerados pelos produtos químicos quanto pela fixação biológica do nitrogênio envolvida com as bactérias”.

Praticidade e economia

Além disso, segundo Daniel Medeiros, a novidade agrega simplicidade na aplicação e no plantio com apenas duas embalagens de produto – metade do que a maioria dos produtores utiliza atualmente, o que resulta em melhor logística e em ganho operacional.

“Temos um alicerce bem estruturado. A cana vai vir bonita, o canavial fica com um arranque inicial mais rápido e maior enraizamento, mas também mostra um desenvolvimento melhor da parte aérea”, disse Medeiros, completando: “Percebemos também um número maior de perfilhos por metro quadrado, um canavial mais bem formado, com uma uniformidade maior entre as plantas e um potencial produtivo muito maior”.

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Ele explica que, além de combater pragas e doenças, a ação dos produtos induz a produção de fito-hormônios de crescimento e, em conjunto com a fixação biológica de nitrogênio (FBN), isso ajuda no crescimento da cana-de-açúcar. “É interessante notar o benefício mútuo das tecnologias e sua praticidade. Alguns produtores tem a necessidade de utilização de muitos produtos no tanque da plantadora, o que gera uma grande complexidade, aumenta o volume de embalagens para descarte e tem resultado duvidoso e de custo elevado”, relata e completa: “No caso do Muneo BioKit estamos falando de uma solução simples e prática, acessível para todos os produtores, quer sejam pequenos, médios ou grandes”.

“Ao aplicar um produto único e simples, de formulação líquida, o produtor combate as principais pragas da cana e doenças de sulco e vai ter um efeito muito favorável no desenvolvimento da cana. Além disso, já está embarcado nessa tecnologia todo o benefício da BASF de prover efeitos fisiológicos nas plantas”, André Luiz Mattiello (gerente técnico da BASF)

Por sua vez, o gerente de cultivo de cana da BASF, Leandro Pessente, resume os principais benefícios do Muneo BioKit em sua vantagem ecológica, produtiva e financeira. “O produtor pode deixar de usar uma série de misturas de tanque, como ele fazia. Há uma simplicidade do uso, reduz a quantidade de descartes de embalagem e não tem necessidade de nenhum outro aditivo. Traz praticidade, economia, mais produtividade e longevidade, além de gasto inferior do que teria em outros produtos”.

A ciência por trás da evolução

O Muneo BioKit é uma solução que inova ao aliar duas formas de combate às pragas e doenças e de promoção ao crescimento: a química e a biológica. Composto por dois produtos, o Muneo e o Aprinza, ambos da BASF, ele busca imunizar a planta contra o ataque de pragas e doenças e melhorar a absorção de nitrogênio, atuando na nutrição de uma futura planta, mais sadia, e estimulando seu crescimento com um melhor aproveitamento de recursos naturais.

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A base deste efeito biológico, conforme explica a pesquisadora Veronica Massena Reis, da Embrapa Agrobiologia, é a utilização da espécie Nitrospirillum amazonense. “É uma bactéria fixadora de nitrogênio que veio de solo brasileiro e foi selecionada para aplicação no cultivo de cana-de-açúcar. Ela fixa o nitrogênio e produz reguladores de crescimento que estimulam o enraizamento. Esse efeito é muito nítido e é possível ver que enraíza mais rápido”, afirma ela, que é doutora em microbiologia do solo e trabalha com bactérias que fixam nitrogênio.

“É como abrir o apetite da cana e ainda prover o alimento de que ela precisa. Alimentada e forte, ela está mais preparada para aguentar as intempéries do tempo, por exemplo”, André Luiz Mattiello (gerente técnico da BASF)

Massena Reis explica que a bactéria captura o nitrogênio disponível no ar e no solo e consegue colocar para dentro da planta de uma forma assimilável. “A outra forma de isso acontecer é via adubação nitrogenada. A bactéria faz esse papel e faz com que o nitrogênio que existe no solo e na atmosfera seja melhor aproveitado pela planta”, detalha.

Aliar a bactéria que aumenta a FBN aos efeitos químicos de combate às pragas e doenças de sulco, dessa forma, implica em abarcar os principais aspectos que prejudicariam o plantio. “Aplicado no sulco de plantio de toletes de cana, o Muneo BioKit protege a cana que vai brotar, já que as pragas e doenças normalmente ocorrem no começo do crescimento. São tecnologias que se somam para uma brotação homogênea, o que representa maior rendimento e manutenção do crescimento da cultura”, destaca a pesquisadora.

Luciane Belin – novaCana.com

Infográficos: Bianca Rati